Por que o movimento é tão importante para o desenvolvimento do bebê?
Antes mesmo de nascer, o bebê já conhece o movimento.
Durante a gestação, os movimentos da mãe fazem com que o bebê experimente continuamente mudanças de posição, aceleração e desaceleração. Depois do nascimento, essas experiências continuam quando o bebê é carregado no colo, muda de posição, brinca no chão, rola, é embalado ou experimenta movimentos suaves de balanço.
O movimento, portanto, não é apenas uma forma de brincar. Ele também é uma importante fonte de informação sensorial para o cérebro do bebê.
E um dos sistemas envolvidos nesse processo é o sistema vestibular.
O que é o sistema vestibular?
O sistema vestibular está localizado no ouvido interno e mantém inúmeras conexões com o sistema nervoso central.
De maneira simplificada, ele informa ao cérebro sobre movimento, aceleração, posição da cabeça e relação do corpo com a gravidade.
Essas informações participam de funções importantes como equilíbrio, orientação espacial, estabilização do olhar e organização do controle postural.
Quando um bebê muda a posição da cabeça, é carregado, inclinado suavemente ou se movimenta, seu sistema nervoso recebe informações vestibulares e precisa integrá-las a informações provenientes da visão, do tato, dos músculos e das articulações.
Esse processo de integração entre sensação e movimento faz parte do desenvolvimento sensório-motor.
A fisioterapeuta e pesquisadora Stacey Dusing destaca que, desde os primeiros meses de vida, os bebês desenvolvem habilidades através da interação entre seus sistemas sensoriais e motores. O bebê precisa interpretar as informações sensoriais que recebe e utilizá-las para adaptar seus movimentos e organizar progressivamente o controle postural (Dusing, 2016).
Em outras palavras:
o bebê aprende sobre o próprio corpo também através do movimento.
